quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Global Groove


Em todo o universo da Video Art, há um nome absolutamente obrigatório de reter: Nam June Paik. Considerado por muitos como o primeiro video artist, este sul-coreano trabalhou, durante toda a sua vida, com uma quantidade enorme de media.

Treinado como pianista clássico, Paik estudou música na Universidade de Tóquio e na Universidade de Munique. A música, mesmo que apenas como mera representação física, esteve sempre muito presente nos trabalhos de arte electrónica deste artista.

Na sua primeira exposição, Exposition of Music - Electronic Television (1963), na Galeria Parnass em Wuppertal, Paik mostrou como a televisão era facilmente manipulável, fazendo história.

Quando, em 1964, foi para Nova Iorque, realizou um conjunto invejável de performances com a violoncelista Charlotte Moorman, sempre em volta do tema música - video.

A sua conhecida escultura TV-Cross (multi-televisão de vídeo) foi aumentada para, em 1988, fazer uma torre de media constituída por 1003 monitores, aquando dos Jogos Olímpicos de Seul.

Uma das maiores invenções de Paik foi, por volta de 1970, juntamente com o engenheiro electrónico Shuya Abe, o desenvolvimento de um sintetizador de video. A partir dali, a possibilidade de alterar a estrutura básica da imagem electrónica permitiu a Paik fazer um número infindável de experiências extremamente interessantes.

Em 1974, cria uma das suas primeiras instalações de feedback, com o nome de TV-Buddha.

É então que surge Global Groove. Encomendado ainda no decorrer da Guerra do Vietname, é um trabalho que liga 21 sequências de diferentes áreas culturais, com material de estações de televisão pública e excertos do próprio trabalho de Paik. Com uma estética de videoclip, o audio não pode ser entendido separado do video, nem vice-versa.

A quem estiver interessado em conhecer melhor o trabalho de Nam June Paik, o seu site oficial:

www.paikstudios.com

Sara Toscano

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