sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Tema de Quantum of Solace disponível para audição



Alicia Keys e Jack White, dos White Stripes, gravaram em conjunto o tema principal do 22º filme de James Bond, Quantum of Solace, que terá estreia mundial a 29 de Outubro (em Portugal foi adiado para 6 de Novembro). A música, "Another Way to Die" é o primeiro dueto na história da banda sonora dos filmes do herói britânico. Jack White é o responsável pela letra e pela produção do tema, que será acompanhado pela magnífica voz de Alicia Keys e pela partitura de David Arnold, que dará corpo ao filme.


Quantum of Solace tem pela segunda vez como herói Daniel Craig (Casino Royale) e conta novamente com a participação de dame Judi Dench (M), Jeffrey Wright (Felix Leiter), e Giancarlo Giannini (René Mathis). A realização será novamente da responsabilidade de Marc Forster (Casino Royale), sustentada por um argumento sólido que lhe dão os nomes de Neal Purvis, Robert Wade e, essencialmente, Paul Haggis (Crash, Million Dollar Baby, Flags of Our Fathers, In the Valley of Elah).

Aqui fica o tema "Another Way to Die"
Another Way To Die (Feat. Jack White) - Alicia Keys

Pedro Xavier

Censura ou bons costumes?



O primeiro poster, o da esquerda, foi o original. O segundo, o da direita, foi o remendo, a alternativa encontrada após o primeiro ter sido rejeitado pela MPAA (Motion Picture Association of America).

“Founded in 1922 as the trade association of the American film industry, the MPAA has broadened its mandate over the years to reflect the diversity of an ever changing and expanding industry. The initial task assigned to the association was to stem criticism of American movies, which were then silent, and to restore a more favorable public image for the motion picture business. Today the association continues to advocate for strong protection of the creative works produced and distributed by the industry, fights copyright theft around the world, and provides leadership in meeting new and emerging industry challenges.”

Este excerto, retirado directamente do sítio da MPAA, caracteriza a instituição do ponto de vista para o qual foi fundada. No entanto, para o país que se afirma como o da liberdade, a MPAA é, na realidade, um dos mais antigos organismos de censura da arte existentes nos Estados Unidos. O cinema sofreu nas décadas de 60 e 70 graves repercussões originadas pela abertura de mentalidades. Os filmes começaram a quebrar tabus sociais, como o sexo e a violência, causando ao mesmo tempo controvérsia e fascínio. O MPAA interveio, principalmente, ao censurar publicamente filmes eróticos, actuando como o padre censurador de Nuovo Cinema Paradiso (Giuseppe Tornatore, 1988) (exemplo obviamente exagerado), que nos anos 90 se tornaram banais. Exemplo disso é o mais conhecido Instinto Fatal.

Depois de Porky’s e American Pie (todos eles), ainda admira que o MPAA funcione como consciência social, em vez de delegar esse posto à consciência de cada um.

Pedro Xavier

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Tributo a Robert McGinnis

Perguntam-se vocês “quem é Robert McGinnis?” Como temos vindo a dedicar periodicamente alguma atenção a posters emblemáticos da história do cinema, não podíamos deixar de parte, quase no esquecimento, o nome de Robert McGinnis. Este americano nascido em 1926, no Ohio, foi o criador dos mais emblemáticos posters fílmicos (mais de quarenta, nos quais se destacam Breakfast at Tiffany’s, Barbarella e os filmes de James Bond), capas de revistas pop nas décadas de 60 e 70 e no retrato do Oeste Americano. Paul Jilbert tirou o nome do autor do esquecimento lançando recentemente, em DVD, o documentário obrigatório Robert McGinnis: Painting the Last Rose of Summer.



New York, I Love You



No festival de cinema de Toronto (Toronto International Film Festival) foi apresentado, em estreia absoluta, New York, I Love You. Este filme é o segundo de uma série que começou com Paris, Je T’aime (2006) e que terá continuidade, nos próximos anos, em mais duas cidades: Shanghai, I Love You e Jerusalem, I Love You. Para quem desconhece o conceito de Paris, Je T’aime, e que é prolongado em New York, I Love You, a ideia é reunir vários realizadores e actores para dar forma à criação de vários episódios passados nestas cidades do amor, reunidos numa antologia romântica, ao que se pode chamar um franchise das cidades do amor.

Em Nova Iorque, cidade do amor e das desgraças, é revelado o melhor do amor num conjunto de 12 episódios, que conta com a realização de Allen Hughes, Shekhar Kapur, Joshua Marston, Mira Nair, Brett Ratner, Scarlett Johanson e Natalie Portman e com as interpretações de Kevin Bacon, Maggie Q, Orlando Bloom, James Caan, Ethan Hawke, Shia LaBeouf, Christina Ricci, entre outros. Depois de Manhattan e Annie Hall, ambos do realizador Woody Allen, nada como ficar à espera, com alguma ansiedade, de uma história de amor, que bem poderia ser a nossa.



Pedro Xavier

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ciclo Kurosawa


No Samuel Goldwyn Theatre, em Los Angeles, decorre o tributo ao realizador japonês Akira Kurosawa, cuja estreia foi marcada pela apresentação da novíssima cópia restaurada da obra-prima Rashomon (1950). Enquanto pela América se fazem tributos patrocinados pela Academia (Association of Motion Picture Arts and Sciences), aqui neste pequeno Portugal só poderemos contar com duas instituições (públicas, claro está) para realizar este género de eventos: primeiro, a Cinemateca Portuguesa; segundo, a RTP2. Esta última instituição de utilidade pública apresenta, desde o início de Setembro, algumas das mais marcantes obras de Kurosawa: Cão Danado (Nora Inu) e Os Sete Samurais (Schichinni No Samurai) já foram; O Trono de Sangue (Kumonnosujo) e A Fortaleza Escondida (Kakushi Toride No San Akunin) serão os próximos, ao sábado à noite, como sempre, na sessão dupla.
Pedro Xavier

Viva La Vida

Se for possível, “Viva la Vida” parace indicar uma evolução qualitativa. Sim, é possível! Este álbum, o quarto da banda de Chris Martin e companhia, surge 3 anos após “X&Y”, numa altura em que os Coldplay precisaram de alguma reflexão e redefinição. “X&Y” (2005) não foi nada equiparável ao sucesso estrondoso de “A Rush of Blood to the Head” (2002), o segundo da discografia da banda. Para não seguirem as passadas anteriores, contaram com a colaboração do produtor dos U2, Brian Eno, para os guiar por novos caminhos e direcções... e o resultado está à vista!

Desde “Life in Technicolor”, passando pelo single homónimo “Viva la Vida”, até “Death and All His Friends”, a banda britânica formada em 1998 conseguiu compilar todas as suas virtudes num pacote bonito e agradável, com vista atingir um lirismo soberbo, entusiasmante e sentimentalista, acompanhado por tons completamente equilibrados. “Viva La Vida”, o disco, é experimental e alternativo: é um misto de algo antigo do trabalho dos Coldplay e algo de novo.

Dos discos anteriores manteve-se aquele tom épico que a banda de Chris Martin deu às músicas. “Viva la Vida” é exemplo disso. “Violet Hill”, o outro single, é rock desordenado, ingovernável e indomável. É revolta… e está tão boa a música! “Strawberry Swing” leva-nos a tempos idos, medievais, com ritmos de tambores a fazer percussão e uma guitarra a dar um tom do campo, rústico, como uma cítara. Esta é capaz de ser a música mais refrescante e luminosa de todo o disco.

Estamos quase no final do disco, no entanto já passámos por “42” a mais melancólica de “Viva La Vida”. Calma, começa com um piano e a voz suave de Chris (faz lembrar John Lennon). De repente muda, temos uma longa sequência instrumental, electrónica, e eis que surge, num tom misto de alegria e tristeza «You thought you might be a ghost/You didn’t get to heaven but you made it close!». Sem nos apercebermos que acabou, já estamos a ouvir “Lovers in Japan-Reign of Love”, e por favor, sem mais ilusões ou enganos, estamos perante Arcade Fire (e isto não é uma crítica negativa), excepto a voz de Chris. Por fim, “Death and All His Friends” leva os Coldplay ao limite, põe a banda toda a cantar «I don't wanna follow death and all of his friends!», numa despedida digna de fazer parte de uma banda sonora de um filme.

O sucesso de "Viva La Vida" é merecido pois estamos perante uma das melhores bandas pop/rock de sempre.




Pedro Xavier

terça-feira, 16 de setembro de 2008

MI6 Declassified


Em ano Bond não passa ao lado qualquer novidade, principalmente quando Quantum of Solace está tão perto de estrear. Lá fora, mais precisamente por terras de Sua Majestade, acabou de sair a terceira edição de MI6 Declassified, uma revista a cores que celebra com pompa e circunstância todo o universo de James Bond. E o que traz esta edição, para gáudio dos fãs do herói criado por Ian Fleming? Novidades sobre o novo jogo da Activision com o título do mais recente filme, uma retrospectiva sobre o making of de Dr. No (a belíssima Ursula Andress na capa), artigos e fotos de Quantum of Solace e muito mais para abrir o apetite a qualquer fanático das aventuras do herói britânico. Para encomendar é só carregar aqui. Por agora, fiquemos com o trailer de Quantum of Solace.



Pedro Xavier

Reflexos




Dividir um poster em dois e usar a parte debaixo como reflexo que revela um carácter diferente da personagem do filme em questão, tornou-se uma maneira popular de criar e apresentar um poster. Já tínhamos conhecido The Life Before Her Eyes e o poster de Mirrors, o único que representa literalmente um reflexo. Em Flashbacks of a Fool (Baillie Walsh, 2008) o reflexo mostra uma versão mais nova da personagem interpretada por Daniel Craig (Casino Royale, Quantum of Solace, The Golden Compass) enquanto em Leaves of Grass (Tim Blake Nelson, 2009) é-nos dado um alter-ego (rumores apontam para que seja um gémeo) da personagem interpretada por Edward Norton (The Incredible Hulk, Fight Club, Red Dragon).

Pedro Xavier

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Na Mouche


Não sei o que terá passado pela cabeça de David Cronenberg (Eastern Pomises, A History of Violence, eXistenZ), mas foi no passado dia 7 de Setembro que estreou na sala de espectáculos LA Opera, em Los Angeles, a adaptação para teatro/ópera do vencedor do Oscar de 1986 na categoria de Best Makeup e nomeado na categoria de Melhor Filme no festival do Fantasporto, The Fly (A Mosca). A banda sonora está a cargo de Howard Shore (The Lord of the Rings, Eastern Promises, The Aviator, Gangs of New York, Panic Room) que também na década de 70 foi responsável pela sonoplastia do filme homónimo de Cronenberg.

Bem a propósito, a Cinemateca Portuguesa apresenta o filme esta terça-feira, dia 16, às 21h30. Como se costuma dizer, foi na mouche.



Pedro Xavier

O Regresso da PREMIERE


A notícia surgiu no sítio da Briefing, na internet, e logo como que por milagre da multiplicação, rapidamente foi divulgada pelos inúmeros blogs cujos blogers, com todo o gosto, dedicam grande parte do seu tempo, por profissão ou meramente como hobby, à análise de uma arte, a sétima por sinal.

Não o tínhamos divulgado primeiro, por uma questão de timming e também com o intuito de salvaguardar as expectativas dos inúmeros fãs desta revista de cinema, a única escrita em Português de Portugal e comercializada neste pedaço de terra à beira mar plantado.

Desde já ficam aqui as felicitações ao Francisco Silva, colaborador e co-fundador do Arte Revisitada, pela missão que tem pela frente como «único redactor» da Premiere, a par com vários colaboradores, de trazer, um ano depois, a revista de que todos gostamos.

Pedro Xavier